"Ela encontra-se absorta e envolvida nas letras de seus nomes. Nesse chão de outonos, invernos que o horizonte desponta no alpendre de sua casa. Você fez-me coração perfumado sim, seria ela uma flor-de-lótus, fênix liberto, refrigério solto nos cílios seus.
Talvez fosse uma triologia que a noite derrama e pede: clame ao Sol o seu esperar, o piscar dos olhos. Um intento seu que só lhe cabe agora ou depois. Disposta estaria, acordar – renascer, despertar você aqui do meu lado, com mimos ao pé do ouvido. Repetia ela aqueles refrões, sustenidos que em tempo eram inaudíveis, mas transcritos de partituras ainda em branco. Por hora compassadas pelos silêncios nossos.
Ficaria ali tentando entender tamanha proximidade, tantas coincidências. Esse jeito sublime que o vento faz sua curva e vem nos beijar no espaço grande-minúsculo da distância nua. Pequena diminuta que abre o arcabouço do preenchimento de nossas linhas. E você eclodiu à enésima potência nela o Amor maior, o querer–bem, até o que parece longe, pequenino, brumoso. Por que tudo o que é adiante agora, tem a mesma letra, o mesmo tom. E sei que só o Amor fez Deus em você."
(Fernanda Fraga)

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